Facilitar não é gerir o tempo. É gerir o espaço.

Facilitar não é gerir o tempo. É gerir o espaço.

Houve uma sessão em que a equipa não disse nada durante dez minutos. O que aconteceu a seguir mudou tudo.

Eu tinha feito a pergunta. Uma boa pergunta, bem preparada. E ninguém respondeu.

O meu instinto foi preencher o silêncio. Reformular, dar um exemplo, avançar. Fiz nenhuma dessas coisas. Esperei. Dez minutos inteiros.

O que aconteceu ao décimo minuto

A pessoa mais silenciosa da sala disse uma frase. Trinta e oito palavras. Mudaram completamente a direção do dia.

O que ela disse não era novo. Todos sabiam. Ninguém tinha dito. Não porque não quisessem, mas porque não havia espaço suficientemente seguro para o dizer. Até haver.

A aprendizagem

Facilitar não é gerir o tempo. É gerir o espaço.

O silêncio não preenchido é informação. Quando o facilitador aguenta esse momento, sem o tapar com uma reformulação ou um exemplo, cria o espaço para a resposta real aparecer. E isso não é humildade. É o trabalho.

A sala sabe sempre mais do que o facilitador. O trabalho nunca foi substituir esse conhecimento. Foi criar as condições para que ele apareça.

A pergunta que fica

Da próxima vez que fizeres uma pergunta importante e a sala ficar em silêncio, o que vais fazer nos primeiros trinta segundos?

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